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Café Portugal
2013-03-15



 
 
Na sequência da atribuição do prémio Golden City Gate ao filme promocional da Rota Vicentina, um artigo do portal Café Portugal.

Ler artigo no site do Café Portugal.

«Rota Vicentina - Uma «experiência dos sentidos» premiada em Berlim

O vídeo promocional da Rota Vicentina, inaugurada em 2011, venceu a 7 de Março na Feira de Turismo de Berlim, o prémio «Golden City Gate». Uma distinção que, de acordo com Marta Cabral, coordenadora da iniciativa, revela «o esforço e o trabalho realizado» junto do «mercado internacional e dos operadores turísticos». O vídeo «transmite a essência da Rota com destaques para os trilhos pedestres».

Ana Clara



Paisagens deslumbrantes, fauna e flora únicas, trilhos pedestres ao longo da costa alentejana e pelo interior que possibilitam grandes caminhadas, a oferta gastronómica bem como as gentes alentejanas e algarvias, estão presentes no vídeo agora premiado e denominado Two Steps to Freedom.

O filme que pretende promover a Rota pedestre implementada entre Santiago do Cacém e o Cabo de São Vicente, foi lançado em Maio de 2012 «e pensado para chegar ao público internacional. Tenta passar uma experiência dos sentidos mostrando ao mesmo tempo as potencialidades desta região», afirma Marta Cabral.

A coordenadora da Rota Vicentina, começa por reconhecer que este projecto «não tem muita coisa em comum com os portugueses, porque estes não têm na sua cultura andar a pé como uma actividade de lazer, tal não faz parte da nossa rotina». Contudo, realça que «apesar disso o país tem dado provas de que acolhe muito bem este tipo de iniciativas. Muito melhor do que podíamos supor numa primeira fase».

A responsável salienta que tem havido, quer por parte da comunidade local quer da indústria turística, comunicação social e dos cidadãos, em termos gerais, «uma resposta muito positiva». «Não temos dados que nos digam claramente se isto se traduz em retorno económico directamente mas é pelo menos um sinal de que o país valoriza este tipo de projectos».

Marta Cabral destaca algumas componentes importantes da Rota Vicentina. A primeira passa pela melhoria dos caminhos pedestres, «que têm tido uma receptividade muito boa, a região é fantástica e era relativamente difícil não fazer aqui uma boa escolha».

Depois, vinca, «é fundamental a articulação com a oferta turística local. E este é um aspecto que mostra realmente as mais-valias para a região e para o país, que tem funcionado bem». O projecto começou por ser dinamizado pela Rede da Associação Casas Brancas.

«Trata-se de um grupo de empresas que já se conhece bem, que já trabalha em conjunto há dez anos. Foi, por isso, fácil sustentar o projecto mas o grande desafio passa por alargar a rede destas empresas a muitas outras (além das que integram a Casas Brancas), locais, nacionais e internacionais», sublinha, acrescentando que só assim «se pode garantir que a experiência do visitante quando chega ao terreno é totalmente coerente com a promessa de qualidade feita».

Ou seja, desde os transportes, ao alojamento, restaurantes, operadores e agências de viagens, «tudo isto tem que estar muito bem articulado para garantir que o desafio é bom».

«Colocar a região no mapa»:
A coordenadora da Rota Vicentina refere também que «é essencial também a parte da promoção, colocar a região no mapa, divulgar o turismo de natureza a nível internacional, e este prémio revela isso mesmo, de que o mercado está interessado nesta oferta».

Questionada sobre o número de visitantes que já passaram pela Rota desde que foi inaugurada em Maio de 2001, Marta Cabral diz que «não é possível neste momento anunciar dados» e que a organização está a trabalhar na monitorização desta estatística para «também se avaliar a curto prazo essa dimensão».

Porém, salienta que «uma coisa é certa: grande parte das empresas que estão integradas na Rota sentiu já os efeitos positivos, nesta primeira fase de implementação, sobretudo na época média e baixa. Temos empresas que estão já a trabalhar muito activamente e estão a facturar a sério, e outras, que estão a crescer mais devagar. Mas o mais importante é que muitas percebem que ter a porta aberta não é suficiente é preciso ir ao encontro do mercado».

O futuro da Rota, adianta a responsável, passa por «consolidar o trabalho que está feito». «Um trabalho que precisa crescer porque a procura promete ser grande e garantir que o projecto cresce quer do lado da oferta quer da procura de forma sustentável».

E acrescenta: «a qualidade dos caminhos e a sua articulação com a oferta turística para garantir a sustentabilidade do projecto é o nosso principal objectivo para já, e, além disso, as próprias empresas têm que alimentar a Rota que lhes dá retorno económico».

Recorde-se que a Rota Vicentina é promovida pela Associação Casas Brancas e assume-se como uma rota pedestre que está a ser implementada entre Santiago do Cacém e o Cabo de São Vicente, num total de 340 quilómetros.

O grande propósito estabelecido pelos promotores é afirmar a costa alentejana e vicentina como destino internacional de turismo de natureza, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região, através da criação de uma Grande Rota de Percursos Pedestres e do incentivo ao usufruto da natureza, em consciência ecológica.

O projecto conta ainda com parcerias estabelecidas com a Associação Almargem, os municípios da Costa Alentejana e Vicentina, Entidades Regionais de Turismo do Alentejo e Algarve, ICNF entre outros parceiros públicos e privados.

Nesta primeira fase a Rota contou com meio milhão de euros provenientes do QREN, apoiada no Alentejo no âmbito do INALENTEJO com co-financiamento FEDER de cerca de 244 mil euros, no Algarve no âmbito do PO ALGARVE 21, com um investimento de cerca de 140 mil euros e co-financiamento FEDER de cerca de 90 mil euros.»