RÉSERVER EN LIGNE KIOSQUE EN LIGNE

Marcos da Barca BACK


No passeio ribeirinho de Odemira, ao passar debaixo da ponte rodoviária que atravessa o rio, encontra ainda os Marcos da Barca, que assinalam o antigo ponto de passagem do rio.


 

A barca da passagem do Mira em Odemira foi instituída por uma mulher piedosa, talvez no século XV, que deixou para o efeito certo número de bens, cuja renda era aplicada no seu funcionamento e na sua manutenção. Em troca, os passantes deveriam rezar um padre-nosso e uma avé-maria por alma da instituidora, contrato que assegurava a intercessão dos vivos na salvação da sua alma depois da morte.

Legado pio, portanto, a instituição da albergaria da Barca inscreve-se no ambiente religioso da época da sua criação. Desde a Idade Média, era frequente legar em testamento verbas para solucionar a passagem dos rios e remediar os seus perigos.

Para tornar mais segura a circulação da barca, uma espécie de estrado flutuante, existiam, inicialmente, de cada um dos lados do rio, espeques de madeira, onde a barca era amarrada. Esses espeques foram depois substituídos por marcos de alvenaria. Tinham por função fixar o grosso cabo que, cruzando o curso de água, prendia a barca da passagem, para evitar que, com as marés ou as cheias, ela se deslocasse do seu trajecto usual. A impulsão da barca era obtida por dois cabos mais pequenos que a ligavam às margens. O marco da margem direita tem a seguinte inscrição: HV PN HVA AV MA PELA ALMA DE / QVEM DEIXOV ESTA BARCA / MANDOU FAZER ESTE PADRA/O O DTOR JOAO DA ROCHA PINTO / PDOR DA COMARCA DA CIDADE / DE BEJA DE 1672 (ou seja: Um Padre Nosso e uma Ave Maria pela alma de quem deixou esta barca. Mandou fazer este padrão o doutor João da Rocha Pinto provedor da comarca da cidade de Beja de 1672).


 

ÉTAPES LES PLUS PROCHE